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Uma Rainha Santa: a Rainha Santa Isabel

D. Isabel de Aragão, nasceu a 4 de julho de 1271. Era filha do rei D. Pedro III de Aragão e de D. Constança da Sicília. Sobre a sua infância pouco se sabe. Depois de várias hipóteses, acabou por ser rainha de Portugal, por casamento com D. Dinis, em 1282. Tinha na altura uns meros 12 anos. Do casamento nasceram dois filhos: D. Constança e D. Afonso, vindo este a sentar-se no trono português, com o título de D. Afonso IV. D. Isabel teve um enorme papel na política peninsular do tempo, e também passou parte da vida a tentar conciliar o seu marido e o filho de ambos, o futuro D. Afonso IV, que sentia a sua posição ameaçada pela predileção que o seu pai tinha por filhos ilegítimos, sobretudo por D. Afonso Sanches, condestável do Reino e o mais rico dos portugueses de então.

Aliás, o príncipe entrou mesmo em guerra com o seu pai, e foi por influência direta da rainha que se conseguiu a paz. Para além da administração dos seus bens, das suas vilas e castelos e da política peninsular, a vida de D. Isabel foi pautada por obras de piedade e assistência, como era própria de uma rainha católica do tempo. Distribuía abundantemente esmolas por onde passava, o que lhe granjeou justamente a fama de caritativa. Foi responsável por uma série de obras pias, fundando ou ajudando à fundação de hospitais, asilos e albergarias, mosteiros e capelas, e deixou grandes legados em testamento a algumas dessas instituições. Morreu em 1336, e foi sepultada por sua vontade, no Mosteiro de Santa Clara, no corpo alto, onde tinha mandado colocar o seu túmulo feito pelo escultor aragonês Mestre Pero. Mais tarde, no século XVII, o seu corpo foi transladado para o Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova. Foi beatificada, em 1516, pelo Papa Leão X, tendo assim culto local, e canonizada, em 1625, por Urbano VIII, mas o povo, desde cedo, considerou-a santa.

 

Três histórias de amor: Cindazunda, Inês de Castro e Maria Teles de Meneses

Coimbra é cidade de rainhas e tricanas, mas também das primeiras estudantes e professoras universitárias do país. Coimbra também é a cidade onde Luísa de Jesus foi sentenciada à morte em 1772, acusada de ter matado 34 crianças. Mas esta também é a cidade dos amores, não só dos amores de estudantes, mas de grandes histórias de amor, umas lendárias, outras que se tornaram mito. Uma dessas histórias é a da princesa Cindazunda, figura representada no brasão da cidade; filha de Hermerico, rei dos Suevos, que conseguiu através do seu casamento com Ataces, rei dos Alanos, trazer a paz entre estes dois povos.

Inês de Castro e D. Pedro viveram nesta cidade a história de amor trágico mais famosa de Portugal. A Quinta das Lágrimas, em Santa Clara, é um monumento ao ar livre a esse amor, que culminou com a execução de Inês e a feroz vingança de D. Pedro. História trágica, embora menos conhecida, é a de Maria Teles de Meneses, nora de Inês de Castro, assassinada no arrabalde de Coimbra de forma precipitada pelo seu marido, o infante D. João. Este, tinha sido convencido por Leonor Teles de Meneses, sua cunhada e rainha consorte, de que Maria Teles lhe era infiel. A história da cidade de Coimbra tem muitos capítulos escritos no feminino. A rainha Santa Isabel é um dos mais importantes, mas outros há, feitos por mulheres mais ou menos anónimas, com histórias de vida menos piedosas que a de Isabel de Aragão.

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