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Conimbriga e a lenda da Princesa Peralta

A Princesa Peralta é uma figura lendária associada a Conimbriga, cuja história procura explicar a destruição e o abandono dessa cidade. Segundo a lenda, Conimbriga era nesse tempo uma cidade florescente e próspera, muito por causa do porto de mar que a servia. A Princesa Peralta era filha única do rei de Conimbriga, Arunce, um mouro. Peralta era muito formosa tinha vários pretendentes. Quando nada o fazia prever, uma forte armada apareceu no horizonte, comandada pelo príncipe cristão Lausus. Perante a força do inimigo, o rei Arunce agarrou nos tesouros de Conimbriga e, juntamente com a Princesa Peralta, embrenhou-se na floresta até chegar ao castelo da Lousã. Essa decisão provou ser acertada, pois os invasores saquearam e destruíram Conimbriga com tal ferocidade que a cidade não voltou mais a ser habitada.

Porém, no momento da retirada, a Princesa Peralta e o Príncipe Lausus entreolham-se por breves instantes e apaixonam-se. Desde esse momento, Lausus não desistiu de a procurar até que Arunce foi ao seu encontro, deixando a princesa e as riquezas fechadas no seu castelo. O desfecho foi fatal para todos: Lausus e Arunce morreram na peleja e a princesa ficou presa no castelo. Apesar de viver no exílio, Peralta não ansiava apenas rever o seu príncipe. De facto, ela nunca se esqueceu de Conimbriga, tendo num suspiro resumido a sua dor: “Neste apartamento, / De tão grave dor, / Se conhece amor / Ter merecimento, / Que em ti o pensamento / Terei toda a vida, / Colimbria minha.” (Miguel Leitão de Andrada, Miscellanea)

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