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Maria Pia de Sabóia

A inauguração da linha de caminho-de-ferro da Beira Alta é o grande acontecimento que marca o verão de 1882 na Figueira da Foz. Esse pretexto traz à vila, a 3 de agosto, D. Luís I e a sua consorte, D. Maria Pia. Maria Pia de Sabóia nasceu em 1847, na cidade de Turim, no seio da família reinante da Sabóia. Em 1862, com apenas 15 anos de idade, casou-se com D. Luís, tornando-se assim rainha consorte de Portugal. Desse casamento resultaram dois herdeiros, D. Carlos e D. Afonso.

A rainha manteve-se geralmente alheada dos assuntos políticos do reino, mas foi um elemento muito importante da monarquia, sendo muito amada pelo povo que reconhecia nela uma mulher elegante, afável, corajosa e generosa. A sua entrega a causas de beneficência valeu-lhe epítetos elogiosos como “Anjo da Caridade”. O maior defeito que lhe apontavam era os seus enormes gastos, fosse em roupa, joias, ou serviços de porcelana e sobretudo no grande programa de remodelação do Palácio da Ajuda. É-lhe atribuída uma frase célebre em resposta a críticas dos ministros do rei: “Quem quer rainhas, paga-as!”. Os seus últimos anos foram difíceis, especialmente depois do regicídio, em 1908, que resultou na morte do seu filho D. Carlos e do neto D. Luís Filipe. A implantação da República, em 1910, forçou-a ao exílio, onde viria a falecer no ano seguinte.

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