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A visita do casal de monarcas e restante comitiva à Figueira da Foz teve um dos seus pontos mais altos na Assembleia Figueirense, para onde seguiram após o almoço e antes de regressarem à estação ferroviária. O edifício,  classificado como Imóvel de Interesse Municipal em 2003, é a sede da associação cultural Assembleia Figueirense, desde 1880. Fundada a 15 de dezembro de 1839, esta associação teve a honra de proporcionar uma ação de caridade em honra da rainha, a quem o povo chamava o Anjo da Caridade, no dia 3 de agosto de 1882.

O vestíbulo e escadarias ostentavam uma ornamentação delicada e fidalga, com magníficos tapetes, valiosos espelhos e plantas ornamentais. A sala da receção estava primorosamente decorada, bem como a sala do dossel, onde suas majestades tomaram os seus lugares no trono, decorado de damasco escarlate, entusiasticamente vitoriados, enquanto uma magnífica orquestra tocava. Desde o vestíbulo à sala da receção, as damas, que formavam alas, principiaram a festa da caridade, tendo sido distribuído um bodo a 50 pobres oferecido pelas damas figueirenses. Após os discursos, o presidente do conselho depôs nas mãos de Sua Majestade a primeira esmola, dignando-se a rainha D. Maria Pia a distribuí-la ao primeiro pobre, dando início à cerimónia.

Em sinal de reconhecimento, uma criança ofereceu um mimoso bouquet de flores à rainha, engalanado com fitas das cores da monarquia, dirigindo-lhe as seguintes palavras: ““A vossa majestade, anjo da caridade e protetora dos infelizes, ofereço este bouquet em nome dos pobrezinhos, e pedirei sempre a Deus que conserve os preciosos dias de vossa majestade”. Comovida com as palavras da menina, a rainha abraçou e beijou a criança, numa sincera demonstração de agradecimento. O sucesso da visita foi evidente, tanto pelos relatos da imprensa e dos cronistas, pelo envolvimento da população, bem como pelo cumprimento da promessa de elevação da Figueira da Foz a cidade. A Assembleia Figueirense mantém-se como um importante marco cultural e social da Figueira da Foz. No interior releva-se a ampla escadaria e o salão Nobre, que foi durante muitas décadas o grande salão de bailes da cidade, onde se destaca o teto decorado em belíssimos estuques e um majestoso lustre adquirido em Paris em 1865.


para saber mais: http://www.patrimoniocultural.gov.pt (Classificado como IM – Interesse Municipal)