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Edificado ou reconstruído pelo Abade Pedro em 1080, terá sido o mais antigo templo da Figueira da Foz, estando na origem da cidade, que evoluiu a partir do aglomerado de casas que se construíram na envolvência da primitiva igreja, num local então denominado de S. Julião da Foz do Mondego. Nada restando da sua primitiva fundação, a atual igreja, classificada como imóvel de interesse público desde 2012, é uma reedificação do séc. XVIII, com diversas intervenções posteriores.

No interior, de nave única, destaca-se uma capela lateral com um belo retábulo de pedra, da segunda metade do séc. XVI, proveniente do Mosteiro de Santa Maria de Seiça, que representa o Pentecostes (ladeado por Santo Amaro e São Pedro); as pinturas sobre tela realizados em 1784 por frei Inácio da Silva Coelho Valente; a escultura do padroeiro datada da segunda metade do século XVI e a imagem de Santa Luzia, em pedra também do séc. XVI. A importância adquirida pelo povoada da Figueira da Foz leva El Rei D. José a conceder-lhe, por Decreto de 12 de março de 1771, a categoria de Vila. No início do séc. XIX, a grande dinâmica e riqueza produzida pelo porto e o desenvolvimento da construção naval, fazem a população da Figueira da Foz quase duplicar.

Nos finais do século a cidade adquire um novo impulso económico, sendo evidente o seu crescimento pelo que, a 20 de setembro de 1882, a Figueira da Foz foi elevada à categoria de cidade por Decreto de El Rei D. Luís. A Igreja Matriz vestia de gala para receber o rei D. Luís e a rainha D. Maria Pia, acompanhados pela respetiva comitiva, onde foi interpretado um solene Te-Deum pelo bispo-conde de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina, executado pela filarmónica Figueirense. Da Igreja Matriz partiram depois para o almoço, servido na Casa do Paço.


para saber mais: http://www.patrimoniocultural.gov.pt (Classificado como MIP – Monumento de Interesse Público)