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D. Amélia, a Mealhada e um refúgio real

A última rainha de Portugal nasceu em 28 de setembro de 1865, com o nome de Marie Amélie Louise Hélène d’Orléans. Esta jovem descendia do último rei de França, mas acabou sentada no trono português em consequência do seu casamento com o príncipe herdeiro D. Carlos de Bragança. Viram-se, ao vivo, pela primeira vez (em Portugal), na estação da Pampilhosa em 19 de maio e casaram-se a 22 de maio de 1886, na igreja de São Domingos, em Lisboa, e tiveram três filhos: os infantes Luís Filipe, Maria Ana (morreu no nascimento) e Manuel. Em outubro de 1889, o rei D. Luís – o sogro de D. Amélia – faleceu, o que provocou a subida ao trono de D. Carlos e de D. Amélia, na qualidade de rainha consorte. D. Amélia teve um papel ativo na sociedade.

Fundou, por exemplo, o Instituto Real de Auxílio aos Náufragos, o Museu Nacional dos Coches, o Instituto Pasteur em Portugal e a Assistência Nacional para a  tuberculose. A passagem e as visitas de D. Amélia e da Família Real pelo território do concelho da Mealhada deixaram grandes marcas na população, nomeadamente no Luso. Durante muitas gerações a memória da rainha passou de boca em boca e é significativo o número de crianças que, nessa altura e depois disso, foram batizadas com o nome Amélia. No entanto, D. Amélia foi rainha num contexto particularmente sensível, com o país a ser afetado por problemas económicos, agitação social, e desagregação do sistema político, inclusivamente a Ditadura do Presidente do Conselho de Ministros, João Franco. Por isso, a 1 de fevereiro de 1908, viveu de perto a tragédia: a família real foi atacada no Terreiro do Paço e D. Carlos e D. Luís Filipe acabaram mortos.

O outro filho de D. Amélia, D. Manuel, ficou ferido num braço e foi aclamado rei, com o título de D. Manuel II. Porém, o seu reinado foi curto, caindo às mãos da revolução republicana de 5 de outubro de 1910. Para D. Amélia e restante família este foi o tempo de partir para o exílio. D. Amélia fez uma última visita ao país, a convite do governo de Salazar, em maio e junho de 1945.
Nesse périplo pelo território, onde o Bussaco – autêntico refúgio da família real – não foi esquecido, a última rainha de Portugal pode reviver memórias de outros tempos, sem dúvida mais felizes.

A Mealhada – Património

Para além das sugestões de visita diretamente relacionadas com D. Amélia e os últimos reis de Portugal, há outras razões para visitar o concelho da Mealhada. Esta é uma terra de água, mas também de vinho, de pão e leitão, o que evidencia uma vocação agrícola que, na paisagem, se traduz no grande número de moinhos, lagares de azeite, adegas, poços e bebedouros. Nesse contexto, o Luso, com a sua estância termal, tem uma beleza ímpar. Também o centro histórico da Mealhada merece uma visita. Dois conjuntos de património classificado não podem ser ignorados: o edifício da mala-posta de Carqueijo, que pretendia responder ao serviço de ligação diária entre Lisboa e o Porto por diligências; e a Casa Rural Quinhentista. Esta estrutura, localizada na freguesia da Pampilhosa, foi construída, em parte, para facilitar o recebimento de rendas e foros locais. Edificada em torno de um pátio, ou eira, com celeiro anexo, a casa apresenta fachada principal com dois pisos, merecendo especial atenção o balcão-varanda que está por cima da porta principal. Hoje em dia serve como sede ao Grupo Etnográfico da Pampilhosa, apresentando também um núcleo museológico, arquivo e biblioteca.

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