Este site utiliza cookies. De uma forma geral, os cookies são utilizados para melhorar a experiência de navegação no site e para melhorar a qualidade dos serviços que disponibilizamos através do mesmo.

Ao clicar “Aceito” está a autorizar a utilização dos nossos cookies. Poderá encontrar mais informação acerca do uso que fazemos de cookies na nossa Política de Cookies.

Uma princesa Moura e a Lenda de Miranda

O brasão de Miranda do Corvo, entre os vários elementos, apresenta uma torre vermelha carregada ao centro por um busto de carnação, vestido de prata, no centro do escudo de ouro. Esses elementos foram inspirados na lenda de Miranda. Diz essa lenda que, certo dia, no alto do seu castelo, estava uma esbelta donzela moura, quando um cavaleiro cristão parou, numa encosta próxima, para a contemplar. Os olhares cruzaram-se, a atração foi mútua e os dois apaixonaram-se. Mas, consciente do perigo que pendia sobre o cavaleiro, caso algum dos vigias o visse, a donzela moura suplicou-lhe para que ele reiniciasse a marcha, dizendo-lhe “Mira e Anda”.

Segundo essa lenda, daqui teria resultado o nome de Miranda. Em Portugal, há muitas histórias relativas a mouros e a mouras, algumas delas encantadas. Certas lendas, como a de Miranda do Corvo, descrevem paixões entre esses dois mundos aparentemente antagónicos e podem ser encaradas como tentativas de explicar e compreender a passagem de um momento histórico para outro, marcado pelo conflito, mas também pela convivência e fusão entre elementos dos dois mundos. Muitas vezes, como no caso de Miranda, estas lendas tentam explicar a origem de uma povoação.