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Os moinhos são recordações intemporais das comunidades pré-industriais e eram essenciais para a sobrevivência das populações, ao permitirem a transformação dos cereais. Recorrendo à força manual, da água ou do vento, este tipo de equipamentos era comum na paisagem do Portugal medieval que D. Dulce conheceu. Os dois exemplares em causa, de Moura e Sula, não serão tão antigos, mas tiveram um papel muito importante na história de Mortágua, devido à sua ligação com a batalha do Bussaco.

A batalha do Bussaco, no dia 27 de setembro de 1810, opôs os exércitos anglo-lusos às tropas francesas, durante a terceira tentativa de conquista de Portugal levada a cabo pelas forças napoleónicas. Os franceses entraram em Portugal por Almeida e dirigiam-se a Coimbra para, depois, rumarem a Lisboa. Porém, o Duque de Wellington, comandante dos exércitos defensores decidiu interromperlhes a marcha e foi ao seu encontro na Serra do Bussaco, por considerar que o sítio lhe dava uma excelente posição defensiva.

Durante a batalha, os exércitos confrontaram-se em dois núcleos diferentes: o do Campo de Santo António do Cântaro e o do Campo de Moura/Sula. O ataque frontal dos franceses foi repelido com sucesso em ambos os casos. Os moinhos de Moura e Sula serviram como postos de comando: o de Moura serviu o Marechal francês Massena, enquanto o de Sula serviu o General Craufurd, que liderou as tropas defensoras do flanco norte da serra. Hoje, este antigo moinho de vento constitui-se como um miradouro, a partir de onde o visitante pode usufruir de ótimas vistas panorâmicas.


para saber mais: www.cm-mortágua.pt