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Autêntico ex-líbris do concelho de Penacova, o Mosteiro de Lorvão foi, no seu auge, uma das casas de religiosas mais importantes do país, muito por causa da ação e do legado de D. Teresa. Considera-se que o mosteiro terá sido fundado na sequência da primeira reconquista de Coimbra, no ano de 878. Assumiu uma posição muito importante no desenvolvimento e repovoamento da região. Também desempenhou um papel cultural significativo no reino. Os monges, que por volta do ano de 1080 adotaram a Regra de São Bento, produziram notáveis manuscritos iluminados como O Livro das Aves (1183) e o Apocalipse (1189). Em 1200, por ação de D. Teresa, filha do rei D. Sancho I, o mosteiro adotou a nova reforma cisterciense e passou a ser feminino, tendo por invocação Santa Maria.

O mosteiro assumiu uma grande importância no contexto político nacional. Durante muito tempo o convento acolheu mulheres das grandes famílias da aristocracia nacional, que, por qualquer razão, tinham fugido da vida pública. Destacou-se a administração das abadessas Catarina d’ Eça (1472-1521), Bernarda de Alencastre (1560-1564) e D. Bernarda Teles de Meneses (1712-1715 e 1721-1724). Quanto ao edifício do mosteiro, ele apresenta um claro cunho barroco (sendo uma referência nacional ao nível da talha setecentista), fruto das obras executadas nos séculos XVII e XVIII.

para saber mais: http://www.patrimoniocultural.gov.pt (Classificado como MN - Monumento Nacional