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O percurso do Caminho do Xisto do Fajão tem como ponto de partida e chegada o Largo da Igreja de Fajão. Começando no sentido anti-horário, seguimos pela rua principal e deixamos a aldeia descendo em direcção ao vale do Ceira, por caminhos estreitos e rodeados por pinheiros. Entramos então na antiga calçada, saindo pouco depois à esquerda para percorrer em balcão a encosta escarpada sobre o vale, que permite uma vista panorâmica deslumbrante sobre o rio Ceira. O segundo terço deste percurso é marcado pela subida, que evolui nesta escarpa por um caminho estreito entre grandes blocos de quartzito. A meio da subida podemos encontrar a Igreja ou Capela dos Mouros, que é no fundo uma gruta escavada na escarpa, um pouco desviada do percurso, e cujo nome atribuído pela população local nos lembra a passagem deste povo por estes territórios. Este sector de subida mais pronunciada termina no Alto do Carvalhinho, onde entroncamos novamente com a variante PR 1.1. Em frente, a subida continua de forma mais gradual por um carreiro de aproximação aos Penedos de Penalva (ponto mais alto do percurso), de onde se obtém uma bela vista sobre a Serra do Açor e aldeia do Fajão que surge alcantilada na encosta. O percurso continua com nova descida terminando no Largo da Igreja, após atravessar as ruelas da aldeia. VARIANTE PR 1.1 PSR _ Este percurso alternativo sai do percurso principal, logo após sair da aldeia, e volta a encontrá-lo no Alto do Carvalhinho, de forma mais directa, evitando os maiores desníveis. Percorre um caminho estreito que sobe gradualmente próximo dos socalcos das antigas vinhas que cobriam no passado estas encostas.

Fajão é uma terra muito antiga, tendo recebido Carta de Foral em Junho de 1233. Com este diploma a aldeia passa a ser sede de concelho, tendo perdido este estatuto com a reforma administrativa de 1855, através da qual as suas freguesias foram incorporadas nos concelhos de Pampilhosa da Serra e Arganil. Actualmente Fajão é uma das dez freguesias do concelho de Pampilhosa da Serra. Rodeada de montanhas, encontra-se estrategicamente situada na ligação entre a Beira Baixa e as outras Beiras, pelo que é fácil perceber como se tornou num centro de passagem obrigatório para almocreves e outros visitantes que por ali faziam negócio e pernoitavam. Aldeia de grandes tradições, tem na sua essência o xisto com que são construídas a maior parte das suas habitações. No centro do aglomerado é possível apreciar a máxima expressão desta matéria prima, visível no casario, no pavimento das ruelas, nos edifícios da antiga Casa da Câmara, na Cadeia e no Museu Monsenhor Nunes Pereira.

 

PATRIMÓNIO NATURAL

O Complexo da Serra do Açor é um Sítio da Rede Natura que alberga uma população considerável de azereiros (Prunus lusitanica subsp. lusitanica). Nesta serra encontram-se as maiores populações de azereiro do país, sendo a da Mata da Margaraça a mais importante. Esta espécie é uma relíquia que ainda perdura na floresta desde a época do Terciário, a qual seria semelhante à floresta de laurissilva que podemos ainda hoje encontrar na ilha da Madeira e que deve o seu nome à predominância de espécies com folha perene semelhante à do loureiro e do azereiro. Durante as glaciações, esta floresta adaptada a climas cálidos quase desapareceu do continente. Sobreviveu durante milhões de anos em pequenos redutos, como vales abrigados de montanha onde ainda hoje pode ser observada. Em Fajão o azereiro encontra-se associado a um coberto vegetal abundante em azinheiras e sobreiros, para além das espécies arbóreas típicas: carvalhos e castanheiros, constituindo uma associação florestal extremamente rara.

Mapa PDF

 

 

Características

Extensão 4,1 Km
Duração 2h30m
Tipo de percurso Circular
Desnível acumulado 318m
Altitude 865m - 625m
Época aconselhada Todo o ano. Atenção ao calor no verão e ao piso escorregadio no inverno.

Dificuldade
Avaliado de 1 a 5 (1: fácil; 5: difícil)

Tipo de piso 3
Esforço Físico 2
Adversidade 2
Orientação 2