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A Rota do Narciso, percurso circular com 16,4 km de extensão, insere-se no corredor transversal “Rios e Zonas Húmidas” da CIM-RC e constitui uma rota que combina, na sua essência, natureza, ruralidade, história e arqueologia. A Rota do Narciso deve o seu nome à singular presença do narciso-do-mondego ao longo do percurso, particularmente junto ao rio Seia. Esta bulbosa, cuja floração ocorre entre fevereiro e março é endémica de Portugal Continental, consta dos Anexos II e IV da Diretiva Habitats e do Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.

O Sítio de Interesse Comunitário Carregal do Sal, incluído na Rede Natura 2000, foi criado e delimitado fundamentalmente devido à presença deste narciso. De realçar que a maior área do SIC (69%) encontra-se no Concelho de Oliveira do Hospital. O percurso margina o rio Seia, cuja água nasce na vizinha Serra da Estrela. O rio teve um importante papel na fixação da população à região e na sua própria sobrevivência, pois, através dos seus açudes e levadas, resultantes do engenho humano, fornecia a força motriz necessária ao funcionamento dos diversos moinhos de água dispostos ao longo das suas margens, que alimentavam a cadeia económica e social da região. Junto à linha de água, marcam presença espécies autóctones como os salgueiros, amieiro, freixo, vidoeiros, carvalho-alvarinho e o feto-real. Ao longo do percurso, para além dos emblemáticos narcisos, ocorrem outras espécies, como os pinheiros, sobreiros, medronheiros e nos afloramentos rochosos as cravinhas-bravas, uva-de-gato, umbigo-de-vénus, bocas-de-lobo e dedaleira.

O rio é ainda importante para a sobrevivência de diversas espécies como a raposa, o coelho-bravo ou o javali. Para além da componente natural, que proporciona uma bela paisagem, esta rota permite a descoberta de um relevante património histórico, como a Capela da Nossa Senhora da Piedade, edifício datado do século XVI e cujo interior preserva um considerável património de arte sacra; a Capela de Nossa Senhora da Estrela, implantada num amplo parque de merendas, cujas primeiras pedras remontam ao séc. XII (1121) e na qual se realça a porta Manuelina e a Capela-Mor do séc. XIV, tendo sido outrora templo de grande importância, chegando a ser a Igreja Matriz de Seixo da Beira, aldeia a quem D. Manuel I atribuiu Carta de Foral em 9 de fevereiro de 1514; a Capela de Santa Margarida de Vila Franca da Beira; e o Pelourinho do Seixo da Beira, datado do séc., XVI ou XVII, classificado como Imóvel de Interesse Público.

O percurso fica muito valorizado pela componente arqueológica que possui, reflexo da importância deste território no passado. Inclui na sua rota a Anta da Arcainha, ou Dólmen do Seixo da Beira, templo funerário megalítico composto por uma câmara de 9 esteios e coberta por uma laje de grande dimensão, pesando cerca de 15 toneladas, com uma idade estimada em 6 mil anos; a sepultura medieval antropomórfica (forma humana) da Fonte de Rei, uma monosepultura, escavada no granito, com cerca de 1,8 m de comprimento por 50 cm de largura. A nível geológico destaca-se o Penedo dos Três Pezinhos, forma geológica singular, cuja parte inferior do bloco granítico foi esculpida por ação dos agentes erosivos, remanescendo três colunas de pedra que suportam o corpo principal superior, assemelhando-se a pés.

Mapa PDF

 

 

Características

Extensão 16, 4 Km
Duração 4h30
Tipo de percurso Circular
Desnível acumulado 403 / 272 m
Altitude +348 m
Época aconselhada Todo o ano

Dificuldade
Avaliado de 1 a 5 (1: fácil; 5: difícil)

Tipo de piso 2
Esforço Físico 3
Adversidade 1
Orientação 1