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O percurso da Rota da Boa Viagem, no coração da Serra da Boa Viagem, exigente pela sua altimetria, mas deslumbrante pela sua paisagem, insere-se no corredor “Mar e Zonas Dunares” da CIM-RC e desenvolve-se ao longo de cerca de 12,6 km, em formato circular.

Sugere-se que o percurso tenha início na Bandeira, miradouro com vista deslumbrante para a praia da Murtinheira, a praia de Quiaios, a povoação de Quiaios e sobre a Mata Nacional das Dunas de Quiaios, sujeita ao regime florestal total e integrada no Sítio PTCOM0055 Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas da Rede Natura 2000.

O percurso traçado permite descobrir a biodiversidade da serra e as particularidades geológicas da Área Protegida do Monumento Natural do Cabo Mondego. No que concerne à vegetação, a associação mediterrâneo-atlântica possibilita uma diversidade florística notável, onde se destacam o carvalho-português, a aroeira, o pilriteiro, o abrunheiro-bravo, o sanguinho-das-sebes e o pinheiro-bravo. O sub-coberto destes bosques mistos alberga uma grande diversidade de espécies arbustivas e herbáceas, características de solos calcários e pedregosos, como a pascoinha, o carrasco, o trovisco, a madressilva, a murta, o tojo, a esteva, a arruda, a alcachofra-brava, a Salvia sclareoides (endemismo Ibérico) e algumas orquídeas como o satirião-menor, a salepeira-grande, a Cephalanthera longifolia e o abelhão. Partindo deste miradouro e descendo em direção à povoação de Quiaios, somos levados à descoberta de uma cascata singular, onde outrora existiu um moinho, cujos vestígios ainda são visíveis, que seca completamente no verão, mas que no inverno constitui uma admirável queda de água, cujo leito apresenta interessantes formas dos depósitos calcários que descem da serra. Passando as povoações da Praia de Quiaios e da Murtinheira, subindo a serra, somos confrontados com um cenário deslumbrante sobre estas duas praias. Chegados ao miradouro panorâmico sobre o Cabo Mondego, classificado como Monumento Natural desde 2007 e sob gestão do ICNF, que constitui um testemunho da história geológica de Portugal, onde ocorreram alguns episódios importantes da história da Terra na idade do Jurássico (entre os 185 e os 140 milhões de anos), encontram-se extraordinários registos de macrofósseis (lamelibrânquios, gastrópodes, bivalves, braquiópodes, plantas, peixes, crinoides, corais, ostreídeos, belemnoides e amonoides), microfósseis (foraminíferos e nanoplâncton calcário) e icnofósseis. Seguindo o percurso para poente, chega-se ao miradouro com vista sobre o Farol do Cabo Mondego, imóvel classificado de interesse municipal desde 2004, cujo início da construção remonta a 1917, tendo sido precedido por outro, construído mais a sul, que entrou em funcionamento em 1858. No final do percurso pode-se ainda apreciar a Capela de Santo Amaro, erigida no séc. XIX, inserida em plena Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha, sob gestão do ICNF, uma área flores- tal com cerca de 400 ha e que proporciona excelentes condições para a prática de desportos ao ar livre, com equipamentos de lazer que convidam a sair de casa. Este parque é ainda uma área com enorme valor ecológico para aqueles que apreciam a natureza. A flora é constituída maioritariamente por espécies plantadas pelos serviços florestais, entre as quais se podem contemplar belos exemplares de cedro-do-bussaco, de eucalipto e de maciços de pinheiro-bravo.

Mapa PDF

 

 

Características

Extensão 12,6 Km
Duração 4h00m
Tipo de percurso Circular
Desnível acumulado 460 m
Altitude 259 m / 24 m
Época aconselhada Todo o ano

Dificuldade
Avaliado de 1 a 5 (1: fácil; 5: difícil)

Tipo de piso 3
Esforço Físico 3
Adversidade 1
Orientação 2